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BYD Shark baixa R$ 34 mil e desafia a Ford Maverick

A picape híbrida da BYD ficou mais barata e potente, mas será que ela supera a eficiência da Maverick? Entenda a fundo essa disputa e descubra qual vale a pena.

Por: Guilherme de Almeida Bufoni
01/03/2026

Imagina só: uma picape que mal chegou ao mercado e, de repente, fica quase R$ 34 mil mais barata. Parece pegadinha, mas não é. A BYD Shark fez exatamente isso, sacudindo o tabuleiro no segmento de picapes eletrificadas no Brasil.

BYD Shark atravessando terreno com lama.
BYD Shark demonstrando sua habilidade off-road (Fonte: carro.blog.br).

Lançada em outubro de 2024 por R$ 379.800, agora ela pode ser sua por R$ 344.990. Em um cenário onde os preços costumam subir, um corte desses chama, e muito, a atenção. Essa jogada agressiva da BYD coloca uma pressão enorme sobre suas concorrentes, especialmente a Ford Maverick Hybrid, que até então reinava mais tranquila em sua faixa.

Mas, acredite, essa briga vai muito além do dinheiro. Estamos falando de duas filosofias completamente diferentes sobre o que uma picape híbrida deve ser. E a escolha entre elas diz muito sobre o que você procura em um carro.

BYD Shark sendo carregada em casa.
BYD Shark sendo recarregada, destacando suas capacidades plug-in (Fonte: carro.blog.br).

Duas picapes, dois mundos diferentes

Colocar a Shark e a Maverick lado a lado é como comparar um atleta de levantamento de peso com um maratonista. Ambos são fortes, mas suas habilidades brilham em cenários distintos.

Ford Maverick Hybrid: A escolha do equilíbrio

Pense na Maverick como a escolha racional e equilibrada. Ela não nasceu para ser uma picape de trabalho pesado, mas sim para quem busca o conforto de um SUV, a versatilidade de uma caçamba e, claro, muita eficiência no dia a dia.

É o carro perfeito para o uso urbano, com capacidade de sobra para as aventuras do fim de semana ou para levar equipamentos leves. Na linha 2025, ela veio ainda mais recheada:

  • Rodas de 19 polegadas e teto solar elétrico;
  • Painel digital e uma central multimídia gigante de 13,2 polegadas;
  • Sistema de som premium Bang & Olufsen e câmera 360°;
  • Pacote de segurança completo com piloto automático adaptativo.

Seu conjunto mecânico combina um motor 2.5 com um elétrico, entregando 194 cv. O resultado é um consumo excelente de 15,4 km/l na cidade e uma autonomia que passa dos 800 km. Ela é eficiente e cumpre o que promete sem exageros.

BYD Shark: Força bruta e tecnologia de ponta

Se a Maverick é o equilíbrio, a Shark é a ousadia. Ela inaugura o segmento das "super-híbridas plug-in" com uma proposta que impressiona. Aqui, a eletrificação não é só para economizar combustível, é para entregar uma performance de carro esportivo.

O coração da Shark é um motor 1.5 turbo aliado a dois motores elétricos, que juntos despejam absurdos 437 cv de potência. Isso a leva de 0 a 100 km/h em apenas 5,7 segundos. É mais rápida que muito carro que se diz esportivo por aí!

Vista traseira da caçamba da BYD Shark.
Capacidade e design da caçamba da BYD Shark (Fonte: Desconhecida).

Por ser plug-in, sua bateria de 29,6 kWh permite rodar até 100 km usando apenas eletricidade, segundo a marca. Isso significa que, para o uso diário, você pode nem gastar uma gota de gasolina. Além disso, ela vem com mimos tecnológicos como head-up display e o sistema VtoL, que permite usar a picape para alimentar equipamentos externos, como uma geladeira ou ferramentas.


Mas e na prática, o que isso significa?

Vamos direto ao ponto. A Maverick custa R$ 239.900, um valor bem mais acessível que os R$ 344.990 da Shark. A diferença é grande, mas as propostas também são.

Ford Maverick Hybrid em movimento.
Ford Maverick Hybrid, concorrente direta da BYD Shark (Fonte: Desconhecida).

Em termos de caçamba, a Shark oferece mais volume (1.200 litros contra 943 da Maverick), mas carrega menos peso. E aqui encontramos um ponto que pode fazer você pensar duas vezes.


O "calcanhar de Aquiles" da picape chinesa

Apesar de toda a tecnologia e potência, a BYD Shark tem uma limitação importante: sua capacidade de carga. Ela leva até 790 kg na caçamba. Parece muito, mas é um número inferior ao de rivais a diesel, que facilmente ultrapassam uma tonelada, e pouco acima de uma picape bem menor, como a Fiat Strada (720 kg).

Para quem realmente precisa de uma picape para trabalho pesado, esse pode ser um fator decisivo. A capacidade de reboque também é de 2.500 kg, um número bom, mas que não se destaca na categoria.


A Shark é só o começo da festa

Essa movimentação da BYD não é um caso isolado. A Shark é vista como um "termômetro" para medir a aceitação do público brasileiro. A marca já confirmou que tem planos ambiciosos, pretendendo lançar até cinco picapes por aqui a partir de 2026.

A ideia é criar um portfólio completo, de modelos pequenos a grandes, para brigar de frente com gigantes estabelecidas como Fiat Toro e Ram Rampage. É uma aposta alta em um dos segmentos mais tradicionais e competitivos do nosso mercado.

No fim das contas, a escolha entre Shark e Maverick se resume ao seu estilo de vida. A Maverick é para quem busca uma picape urbana, eficiente e confortável, uma evolução segura do que já conhecemos. Já a Shark é para quem quer experimentar o futuro, com desempenho de tirar o fôlego e a possibilidade de rodar no modo elétrico todos os dias.

A redução de preço da Shark não muda apenas o valor na etiqueta. Ela muda a pergunta que você, comprador, precisa se fazer: você quer a evolução equilibrada ou uma revolução sobre rodas? A resposta, meu amigo, está na sua garagem.

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