Essa sensação de que o dinheiro rende menos na hora de encher o tanque é real e tem um nome por trás: ICMS. E de quebra, vamos revelar qual combustível foi o verdadeiro 'vilão' da inflação no ano que passou. A resposta pode te surpreender!

O grande responsável por essa virada de ano com preços mais salgados é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o famoso ICMS. Com a entrada em vigor de novas alíquotas, o impacto foi direto na bomba.
Para ter uma ideia, o reajuste do imposto adicionou, em média:

É um valor que parece pequeno no litro, mas que faz uma grande diferença no final do mês. Só para contextualizar, o ICMS representa cerca de 23,7% do preço final da gasolina que você paga.
Olhando para trás, 2025 foi um ano de relativa calmaria para a maioria dos combustíveis. A gasolina, por exemplo, teve uma leve alta de 0,52%, fechando o ano com preço médio de R$ 6,37, enquanto o diesel S-10 até registrou uma pequena queda de 0,88%, custando em média R$ 6,30.

A grande exceção, que destoou nesse cenário, foi o etanol. Ele foi o campeão de aumento, com uma alta de quase 5% no acumulado do ano, chegando a um preço médio de R$ 4,56 por litro. Foi ele o verdadeiro 'vilão' dos combustíveis no ano que passou.
Você pode estar se perguntando: mas por que só o etanol subiu tanto? A resposta está no ciclo da cana-de-açúcar. Com o fim da safra e a entrada no período de entressafra, a oferta do biocombustível diminui no mercado.

Some a isso o aumento natural da demanda nas férias e viagens de fim de ano, e pronto: temos a receita perfeita para preços mais altos na bomba. É a clássica lei da oferta e da procura agindo bem na hora de encher o tanque para viajar.
O início de 2026 confirmou a tendência de alta. Nacionalmente, o etanol subiu 3,52%, chegando a R$ 4,70, enquanto a gasolina aumentou 1,89%, com preço médio de R$ 6,46.
Aqui entra um detalhe curioso: mesmo com a Petrobras anunciando uma redução no preço da gasolina para as distribuidoras, o aumento do ICMS teve mais força e acabou empurrando o valor final para o consumidor para cima.
O Brasil é gigante e os preços variam bastante de uma região para outra. Veja como ficou o cenário em janeiro:
Ficar de olho nessas movimentações é essencial para planejar os gastos. Afinal, o preço do combustível mexe diretamente com o nosso dia a dia, seja para ir ao trabalho ou para pegar a estrada no fim de semana. E agora, você já sabe exatamente o porquê de ter pago um pouco a mais na última vez que abasteceu.
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