Sabe quando um time que está ganhando resolve fazer uma mudança estratégica? Foi mais ou menos isso que a Hyundai fez com o Creta na linha 2027. O SUV, que já é um sucesso de vendas e fechou 2025 como líder no varejo pelo terceiro ano consecutivo, passou por uma reorganização importante, e a versão com pegada esportiva, a N Line, agora é a estrela principal.

A grande novidade está sob o capô: um novo motor 1.6 turbo que agora bebe etanol e gasolina. Só que essa mudança, pensada para deixar o carro mais amigo do meio ambiente, veio com uma surpresinha nos números de potência que vamos te contar em detalhes.
A primeira grande mudança é no pódio. A versão N Line, com seu visual mais invocado, subiu de posição e agora é a mais completa e cara da família Creta, desbancando a antiga topo de linha, a Ultimate. Mas não se preocupe, a Ultimate não foi embora! Ela continua firme e forte, logo abaixo da N Line, e também recebeu o novo motor.

Falando em motor, as versões de entrada e intermediárias – Comfort, Limited e Platinum – continuam com o já conhecido motor 1.0 TGDI de três cilindros. A grande estrela mecânica fica mesmo para as duas mais caras.
Para justificar o novo status, o Creta N Line 2027 ganhou alguns mimos. Ele agora vem com novas rodas de liga leve de 18 polegadas com um acabamento diamantado exclusivo, dando um toque a mais de sofisticação. Além disso, estreia o modo de condução “Smart”, que é bem bacana: ele analisa seu jeito de dirigir e ajusta automaticamente o carro para o modo mais adequado, seja ele Eco, Normal ou Sport.

Vamos direto ao ponto que está gerando mais conversa: o motor. Para se adequar às novas regras de eficiência e emissões do programa Mover, a Hyundai tornou o motor 1.6 TGDI bicombustível. Uma ótima notícia para quem gosta de ter a opção de escolher o combustível.
No entanto, essa recalibração teve um efeito colateral: a potência diminuiu. O motor, que antes entregava 193 cv só com gasolina, agora rende:

É uma redução de cerca de 20 cavalos. Mas calma, antes que você torça o nariz, a Hyundai tem um bom argumento. A marca garante que o torque máximo, que é aquela força que te empurra contra o banco nas acelerações, continua o mesmo: 27 kgfm, disponíveis já a partir de 1.500 rpm. Na prática, isso significa que nas situações do dia a dia, como saídas de semáforo e retomadas na cidade, você não deve sentir diferença no fôlego do carro.
Sim! A Hyundai não se esqueceu das outras versões. A configuração Platinum, equipada com o motor 1.0 turbo, atendeu a um pedido antigo dos donos e agora vem de série com faróis e setas dianteiras em LED. É um detalhe que faz toda a diferença no visual e na segurança.

Com toda essa reorganização, a tabela de preços foi atualizada. Os valores abaixo são para a cor Preto Onix:
No fim das contas, a Hyundai apostou em um Creta mais moderno e alinhado com as novas regras de eficiência, mesmo que isso tenha custado alguns cavalos no papel. A manutenção do torque e os novos equipamentos mostram que a marca quer manter o SUV na liderança. E você, o que achou dessa troca: menos potência por mais eficiência?
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