O Jeep Renegade é um velho conhecido nas ruas brasileiras, um verdadeiro sucesso de vendas que conquistou corações com seu estilo e robustez. Agora, ele chega com uma novidade que mexe com um dos pontos mais sensíveis para qualquer motorista: o consumo de combustível. A linha 2027 trouxe as versões híbridas leves, ou MHEV.

A grande pergunta é: essa nova tecnologia realmente alivia o bolso na hora de abastecer? Nós fizemos as contas e descobrimos que sim, mas existe um detalhe, especialmente com o etanol, que pouca gente percebe de cara e que pode fazer toda a diferença na sua decisão.
Calma, não precisa ser engenheiro para entender. Pense no sistema híbrido leve do Renegade como um "superalternador". As versões Longitude e Sahara vêm com um pequeno motor elétrico de 48 Volts, mais robusto que o de outros modelos, que dá uma forcinha para o motor 1.3 turbo a combustão.

Esse sistema, chamado de BSG, entra em ação principalmente nas partidas e no sistema start-stop, que são os momentos em que o carro mais consome e polui. Ele também ajuda a diminuir aquele pequeno atraso na resposta do acelerador, o famoso "turbo lag", deixando o SUV um pouco mais esperto e suave nas saídas.
É importante saber que este é um sistema híbrido leve. Ou seja, o Renegade não anda usando apenas eletricidade, como em um híbrido completo. A ajuda elétrica está ali para otimizar o motor principal, e não para substituí-lo.

Vamos ao que interessa: os números! Para entender o impacto real, comparamos os dados de consumo do Inmetro para as versões com e sem o sistema MHEV. A diferença mais notável aparece no trânsito pesado das cidades.
Veja o consumo urbano:

Na estrada, a história é outra. Os números são bem parecidos e, curiosamente, a versão sem o sistema híbrido chega a ser um pouquinho mais econômica com gasolina, registrando 12 km/l contra 11,8 km/l do híbrido. Com etanol, ambos empatam em 8,6 km/l.
Para traduzir esses quilômetros por litro em reais, simulamos o gasto de um motorista que roda 15.000 km por ano, um cenário bem comum no Brasil. Usando os preços médios de combustível, a economia anual do Renegade híbrido em comparação com o modelo convencional é a seguinte:

E aqui está o tal detalhe: a vantagem financeira do sistema híbrido é maior quando você usa etanol. É uma economia que, ao longo do tempo, faz diferença na carteira.
Essa é a pergunta de ouro. Afinal, existe uma diferença de cerca de R$ 16 mil entre a versão de entrada Altitude (sem o sistema) e a intermediária Longitude (com o sistema MHEV). Se olharmos apenas para a economia de combustível, levaria muitos anos para compensar o investimento extra.

Porém, a conta não termina aí. O Renegade híbrido traz outras vantagens que não aparecem na bomba de combustível:
Então, o Renegade MHEV vale a pena? A resposta depende do seu perfil. Se você roda bastante na cidade, valoriza os benefícios fiscais e quer ter um carro com uma tecnologia mais suave e atual, a versão híbrida se torna uma escolha muito interessante.
Por outro lado, se o seu uso é predominantemente rodoviário ou o orçamento inicial é o fator decisivo, o Renegade T270 tradicional continua sendo o mesmo SUV competente e cheio de estilo que já conquistou o Brasil. A decisão final, como sempre, é sua!
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