O mercado brasileiro de SUVs eletrificados acaba de ganhar um novo e ousado competidor. Mas, calma, não se trata de apenas mais uma marca chinesa tentando a sorte por aqui. O Leapmotor C10 chega com uma proposta diferente, preços que fazem a gente piscar duas vezes e um detalhe técnico que pode mudar o seu jeito de pensar sobre dirigir um SUV: a tração traseira.

Criada em 2015, a Leapmotor desembarca no Brasil com o pé na porta e um padrinho de peso: a Stellantis, o mesmo grupo por trás de gigantes como Fiat, Jeep, Ram e Peugeot. Isso significa que, desde o primeiro dia, a marca já conta com uma estrutura robusta de pós-venda, rede de concessionárias e a confiança que só um grande grupo pode oferecer.
O C10 se apresenta em duas configurações, mas ambas compartilham a mesma essência: foram pensadas desde o início para serem elétricas. Isso se reflete no design, no assoalho plano e na dinâmica do carro.

As opções são:
Pense no REEV como um elétrico que elimina a ansiedade de autonomia. Você pode rodar no dia a dia usando apenas a bateria e, em viagens longas, o gerador a gasolina entra em ação, garantindo um alcance combinado impressionante de até 950 km. É o melhor dos dois mundos, sem depender exclusivamente de postos de recarga.

Em um segmento dominado por carros de tração dianteira, a escolha da Leapmotor pela tração traseira é um diferencial e tanto. Essa configuração, comum em SUVs europeus de luxo, proporciona uma distribuição de peso mais equilibrada e um comportamento dinâmico muito mais envolvente.
O resultado é um carro mais "na mão" em curvas, com respostas mais diretas e um prazer ao dirigir que surpreende. A suspensão, com sistema McPherson na dianteira e multibraço na traseira, foi extensivamente testada e calibrada no Brasil, passando por mais de 300 mil km de validação em locais como Ubatuba e Campos do Jordão para se adaptar perfeitamente às nossas condições.

Por dentro, o C10 segue a linha do design exterior: limpo e minimalista. O painel é dominado por duas telas de alta definição, uma de 10,25 polegadas para os instrumentos e uma central multimídia gigante de 14,6 polegadas.
É preciso dizer: quase todos os comandos do carro, desde o ar-condicionado até o ajuste dos retrovisores, são feitos pela tela. É uma tendência que pode não agradar a todos, mas que reforça a proposta tecnológica do veículo. O acabamento é de alta qualidade, com materiais macios ao toque e um cuidado visível nos detalhes.
O espaço interno é generoso, com dimensões que se aproximam às de um Jeep Commander, graças ao entre-eixos de 2,82 metros e ao assoalho totalmente plano. O teto panorâmico de 2,1 m² amplia ainda mais essa sensação. O porta-malas tem 465 litros na versão elétrica (que ainda conta com um compartimento frontal de 32 litros) e 435 litros na híbrida.
O C10 chega em versão única de acabamento, e a lista de itens de série é longa. Alguns destaques são:

A segurança também é um ponto forte. O pacote Leap Pilot oferece condução semiautônoma de nível 2, com piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e até um monitor de fadiga do motorista com câmera.
E os preços? Eles são, sem dúvida, um dos maiores atrativos:
Esses valores posicionam o C10 de forma extremamente competitiva, desafiando diretamente líderes de mercado como o BYD Song Plus e o GWM Haval H6, mas oferecendo um pacote tecnológico e de engenharia único.
Com uma proposta tão completa, o apoio de um gigante como a Stellantis e um preço agressivo, o Leapmotor C10 não chega para ser apenas mais um. Ele chega com a clara intenção de redefinir expectativas e mostrar que é possível ter um SUV elétrico espaçoso, tecnológico, gostoso de dirigir e, o mais importante, acessível.
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