Sabe aquela sensação de que algo muito bom poderia ser ainda melhor? Parece que a BYD sentiu o mesmo com a sua picape Shark. Quando ela chegou ao Brasil, impressionou a todos com sua tecnologia híbrida plug-in, design arrojado e uma lista de equipamentos de dar inveja. Mas, como em toda boa história, havia um espaço para evolução. E a resposta da marca pode estar vindo com um motor maior, mais forte e com uma surpresa ainda maior no horizonte.

A BYD Shark desembarcou por aqui como uma aposta ousada, custando R$ 379.800 e mirando um segmento dominado por gigantes como Toyota Hilux e Ford Ranger. Com seu conjunto híbrido de 437 cv, ela prometia acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,7 segundos, um número digno de esportivo. Além disso, veio recheada de tecnologia, com telas gigantes, câmeras 360 graus e a capacidade de rodar até 100 km só na eletricidade.
No entanto, o início não foi exatamente um estouro de vendas. E em outros mercados, como a Austrália, surgiram alguns questionamentos, principalmente sobre sua capacidade de reboque e o fôlego do motor 1.5 turbo em tarefas mais pesadas, especialmente quando a bateria não estava cheia.

Pois bem, a BYD parece ter ouvido atentamente cada feedback. Em vez de ignorar, a marca preparou uma atualização de respeito para a Shark. Documentos revelados na Austrália indicam que a picape vai ganhar uma nova opção de motor, bem mais parruda.
O motor 1.5 turbo de 183 cv dá lugar a um novo 2.0 turbo a gasolina, que entrega cerca de 245 cv. E não para por aí! O motor elétrico dianteiro também recebeu um upgrade, saltando de 231 cv para 272 cv. O motor elétrico traseiro, de 204 cv, foi mantido. O resultado dessa combinação? A potência total salta dos 436 cv para impressionantes 469 cv!

Essa mudança não é apenas por números, ela tem um propósito claro. Veja o que melhora na prática:
Claro que uma mudança tão grande traz algumas consequências. Com um motor maior, o peso da picape subiu um pouquinho, de 2.675 kg para 2.738 kg. Como o Peso Bruto Total (PBT) foi mantido em 3.500 kg, a capacidade de carga na caçamba sofreu uma pequena redução, caindo de cerca de 825 kg para 762 kg. É um ponto a se considerar, mas que parece um troca justa pelo ganho em reboque e desempenho.

Para dar conta do recado, a BYD também redimensionou os freios dianteiros, que ficaram maiores para garantir a segurança com o desempenho extra. Visualmente, não espere grandes mudanças. A picape deve manter seu design, talvez com um novo emblema para identificar a motorização mais potente.
Essa é a pergunta de um milhão de dólares, não é mesmo? Por enquanto, a BYD não confirmou a chegada dessa configuração 2.0 turbo ao Brasil. A estreia por aqui foi feita com o conjunto 1.5 híbrido e é esse que está disponível nas lojas. Mas, como disse um executivo da marca na Austrália, "sabemos onde podemos melhorar". Essa atualização mostra que a empresa está atenta e disposta a aprimorar seus produtos rapidamente.

Enquanto esperamos por novidades, fica a certeza de que a BYD não está para brincadeira. A marca não só está melhorando a Shark como, acredite se quiser, já confirmou que trabalha em uma picape ainda maior, uma espécie de "Shark 9", para brigar de frente com modelos como a Ram 1500 e a Ford F-150. O segmento de picapes ficou, definitivamente, muito mais interessante.
Como podemos melhorar ainda mais?
Como podemos melhorar?