Sabe aquela máxima de que em time que está ganhando não se mexe? Pois é, a Fiat resolveu ignorar completamente esse ditado com a sua picape mais amada, a Strada. Líder de vendas por mais de duas décadas, ela poderia ter ficado quietinha no seu canto, mas decidiu se reinventar de uma forma que surpreendeu todo mundo. E a grande mudança veio com foco total na cabine dupla e uma nova estratégia de motores.

A gente sabe que mudar um ícone como a Strada gera um monte de dúvidas. Será que ficou melhor? O novo motor dá conta do recado? E essa cabine de quatro portas, é boa mesmo? Calma, respira fundo, que a gente vai desvendar todos os segredos dessa nova geração. E já adianto: tem uma curiosidade sobre a história dela que talvez você não conheça, mas vou deixar para o final!
Manter-se no topo é talvez mais difícil do que chegar lá. A Fiat entendeu isso perfeitamente. Depois de 24 anos usando a mesma base do antigo Palio, a Strada finalmente virou a página. A nova geração nasceu sobre uma plataforma totalmente nova, chamada MPP, que mistura o que há de melhor nos seus irmãos Argo, Mobi e Fiorino.

Mas por que mudar tanto um carro que já era um sucesso absoluto? Simples: para continuar sendo um sucesso. A concorrência não dorme no ponto, e a Fiat agiu no momento certo, quando estava em uma posição confortável, para dar um salto de qualidade e tecnologia.
Aqui está um dos maiores segredos da nova Strada: a aposentadoria do motor 1.8. Muita gente torceu o nariz, mas foi uma decisão muito inteligente. O antigo motor era mais potente, sim, mas também bebia mais. O foco agora é na eficiência.

As opções de motorização passaram a ser duas:
Na prática, como se comporta o motor 1.3? Olha, se você espera uma esportividade de tirar o fôlego, não é bem por aí. Mas ele está longe de ser preguiçoso! O motor responde bem, principalmente em rotações mais altas, e tem força suficiente para as saídas de semáforo e para o dia a dia na cidade sem fazer feio. O equilíbrio entre desempenho e consumo é um dos seus maiores trunfos.
Quem já precisou usar o banco de trás de uma Strada antiga sabe o malabarismo que era. Aquele modelo de três portas era uma solução, mas não era o ideal. Agora, a história é outra! A nova Strada cabine dupla vem com quatro portas, facilitando – e muito – a vida de quem leva passageiros.
O espaço para quem vai atrás não é um latifúndio, sejamos honestos, mas a melhoria no acesso é gigantesca. A Fiat também caprichou em pequenos detalhes de usabilidade, como a tampa da caçamba, que ficou levinha de abrir e fechar. São essas coisinhas que mostram o cuidado com o projeto.

A nova Strada não é só um rostinho bonito. Ela deu um salto enorme em segurança, itens que antes nem sonhávamos em ver na picape. Todas as versões passaram a vir de série com equipamentos essenciais:
Nas versões mais caras, como a Volcano, o banho de loja continua com mimos como os faróis em LED, que iluminam muito bem a noite, e uma central multimídia moderna com câmera de ré.
Nenhum carro é perfeito, e com a Strada não seria diferente. Apesar de toda a evolução, alguns pontos ficaram devendo. O principal é o acabamento interno. Mesmo na versão topo de linha, a sensação é de um carro de entrada, com muito plástico simples. Se compararmos com o Argo, da mesma marca, a diferença é notável.
Outro detalhe que pode incomodar alguns motoristas é o ruído na cabine. Em velocidades mais altas, o som do motor e do vento se fazem presentes com vontade. Não chega a ser um grande problema, mas é um ponto a se considerar.
E a curiosidade que prometi? Bem, a história da Strada não começou em 1996. A tradição da Fiat com picapes pequenas no Brasil é bem mais antiga! Tudo começou lá em 1978 com a 147 Pick-up, que era basicamente um Fiat 147 "cortado".
Depois, esse projeto evoluiu, ganhou uma caçamba maior e virou a Fiorino Pick-up, primeiro com a cara do 147 e depois, em 1988, com a do Uno. Foi só em 1996, com o lançamento do Palio, que nasceu a picape que conhecemos e amamos hoje: a Fiat Strada. Uma trajetória de sucesso que já dura décadas!

Depois de analisar tudo isso, a resposta é um sonoro "sim"! A nova Fiat Strada não só tem argumentos para se manter na liderança, como trouxe novidades que a colocaram em outro patamar. A troca do motor 1.8 pelo 1.3 Firefly foi acertada, focando no que o consumidor mais valoriza hoje: a economia de combustível.
Ela pode não ter o acabamento de um SUV, mas oferece uma versatilidade que nenhum outro carro na sua faixa de preço consegue entregar. É robusta para o trabalho, confortável para o lazer e, vamos combinar, ficou bem mais bonita e segura. A Strada mudou, e mudou para melhor. A rainha das picapes parece que vai continuar com sua coroa por um bom tempo.
Como podemos melhorar ainda mais?
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