A rainha das picapes está de volta e, desta vez, ela não veio para brincar. Depois de muitos flagras e uma década de espera, a Toyota finalmente revelou a nona geração da Hilux, e a transformação é simplesmente espetacular. Se você achava que já sabia tudo sobre ela, prepare-se para uma surpresa, pois a nova Hilux chega com nada menos que cinco opções de motorização, incluindo uma versão 100% elétrica e até uma a hidrogênio no futuro.

Sim, você leu certo. A picape que conquistou o Brasil e o mundo com sua robustez agora abraça o futuro de peito aberto, sem deixar sua essência de lado. É uma evolução profunda que mexe com o design, a tecnologia e, principalmente, o que está debaixo do capô. E pode ficar tranquilo, pois revelaremos um detalhe sobre o interior que vai agradar tanto os fãs de tecnologia quanto os mais tradicionalistas.
A primeira impressão é a que fica, e a nova Hilux sabe disso. O visual foi completamente reformulado, com um estilo mais angular e robusto, inspirado no conceito “Cyber Sumo” e na sua irmã norte-americana, a Tacoma. A dianteira ficou mais moderna, com faróis de LED afilados e o nome “TOYOTA” escrito por extenso na grade, abandonando o antigo logotipo.

Um detalhe interessante é que a grade frontal da versão elétrica é totalmente fechada, uma característica que otimiza a aerodinâmica. Na traseira, as lanternas também foram redesenhadas e invadem a lateral, enquanto a tampa da caçamba agora ostenta o nome da marca em baixo relevo. Ah, e uma curiosidade: a partir de agora, a Hilux será oferecida apenas com cabine dupla, uma decisão baseada na preferência da grande maioria dos compradores.
Se por fora ela impressiona, por dentro a revolução continua. O painel antigo, que já mostrava sinais da idade, deu lugar a um interior totalmente novo, com linhas retas e um acabamento que parece muito mais refinado, inspirado no SUV de luxo Land Cruiser.

O destaque tecnológico fica por conta das duas telas gigantes de 12,3 polegadas, uma para o painel de instrumentos digital e outra para a central multimídia. Mas aqui vem a revelação que prometemos: mesmo com toda essa modernidade, a Toyota ouviu seus clientes e manteve botões físicos para as funções mais importantes, como o ar-condicionado e os controles de tração 4x4. É um alívio para quem não gosta de se perder em submenus de uma tela enquanto dirige, unindo o melhor dos dois mundos!
A maior novidade é, sem dúvida, a Hilux BEV (Battery Electric Vehicle). Pela primeira vez na história, a picape terá uma versão que não emite poluentes. Ela foi projetada com dois motores elétricos, um em cada eixo, garantindo tração integral e uma resposta imediata ao acelerador.

Embora seja ideal para frotas corporativas e uso urbano, é importante entender seus números:
Calma, se você é fã do motor a diesel, a Toyota não te esqueceu. A marca sabe que a eletrificação não serve para todos, por isso adotou uma abordagem que chama de “multifacetada”, oferecendo opções para todos os gostos e necessidades.

O consagrado motor 2.8 turbodiesel continua firme e forte, e agora ganha uma versão com sistema híbrido leve de 48V. Essa configuração é a verdadeira "pau pra toda obra", mantendo a força que se espera de uma Hilux, com capacidade para carregar 1.000 kg e rebocar impressionantes 3.500 kg. Em alguns mercados, versões a diesel e a gasolina sem eletrificação também estarão disponíveis.
E olhando ainda mais para o futuro, a Toyota já confirmou que lançará uma versão movida a célula de combustível de hidrogênio a partir de 2028. Uma aposta ousada que mostra o compromisso da marca em explorar diferentes caminhos para um futuro mais limpo.
Essa é a pergunta que não quer calar. A nova geração da Hilux, produzida na Argentina para o nosso mercado, deve desembarcar por aqui entre 2026 e 2027. A expectativa é que, antes da chegada do modelo totalmente novo, a geração atual já receba o sistema micro-híbrido ainda este ano, como um primeiro passo nessa jornada de eletrificação.
Com mais de 21 milhões de unidades vendidas em mais de 180 países desde 1968, a Hilux não é apenas uma picape; é uma lenda. E essa nova geração prova que é possível honrar um legado de robustez e confiança enquanto se abraça de vez o futuro. A lenda continua, mais versátil e tecnológica do que nunca.
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