Falar de Toyota Hilux é falar de robustez, de uma picape que aguenta o trabalho pesado sem reclamar. Mas e se a gente te contasse que essa lenda agora tem uma versão 100% elétrica? Pois é, a Toyota apresentou na Europa a nova Hilux BEV, e ela chega com muitas novidades e uma polêmica que vamos te revelar ao longo do texto.

A marca japonesa apostou na estratégia “Multipath”, oferecendo diferentes motorizações para a mesma picape. Assim, a clássica versão a diesel continua firme e forte, mas agora acompanhada de opções híbridas e desta, que é totalmente movida a bateria.
De cara, você percebe que não é uma Hilux qualquer. A versão elétrica ganhou uma identidade própria. A dianteira foi redesenhada: a parte superior do para-choque é mais fechada, ajudando na aerodinâmica, e apenas os faróis de LED e a barra preta com o nome “Toyota” foram mantidos.

Olhando de lado, outra mudança chama a atenção: ela perdeu aqueles alargadores de plástico nos para-lamas, ganhando um visual mais limpo. E, claro, no para-lama esquerdo está a portinhola para as tomadas de recarga.
Ao entrar na cabine, a modernidade continua. O painel tem um design mais quadrado, em "blocos", e o destaque fica por conta das duas telas gigantes de 12,3 polegadas, uma para o painel de instrumentos e outra para a central multimídia, que foi atualizada.

Mas não se preocupe, a praticidade que se espera de uma Hilux continua lá. A picape está cheia de porta-objetos, como porta-copos nas extremidades do painel e um compartimento extra acima do porta-luvas, além dos espaços nas portas e no console central.
Vamos ao que interessa: o que move essa gigante? A Hilux elétrica vem equipada com dois motores, um em cada eixo, garantindo tração integral permanente. A Toyota não revelou a potência combinada, mas adiantou os números de torque e autonomia. A força está lá, distribuída de forma inteligente.

Se você usa uma picape para trabalho pesado, talvez esta seja a parte mais delicada. O peso das baterias é um desafio para os carros elétricos, e na Hilux não foi diferente. Para garantir uma boa autonomia, a Toyota precisou fazer alguns sacrifícios.
A capacidade de carga útil da Hilux elétrica é de 715 kg. Sim, você leu certo. É um número bem inferior à uma tonelada que a versão a diesel consegue carregar. E aqui vem o detalhe que deixou todo mundo de queixo caído: essa capacidade é menor até que a de uma Fiat Strada Cabine Simples, que leva 720 kg.

A capacidade de reboque também foi ajustada para 1.600 kg. Isso indica que o foco desta versão é outro: talvez um uso para lazer ou para trabalhos mais leves, que não exijam carregar tanto peso.
Pode respirar aliviado! A Toyota fez questão de manter o DNA aventureiro da Hilux. A construção continua sendo a robusta de carroceria sobre chassi, a mesma das outras versões.

Os números que importam para quem sai do asfalto são excelentes. A altura livre do solo é de 21,2 cm e a capacidade de imersão em água é de impressionantes 700 mm, exatamente a mesma da versão a diesel. Ou seja, ela ainda encara um alagamento como poucas.
Para completar, ela vem com um sistema Multi-Terrain Select, que adapta a frenagem e o torque para oferecer mais controle em terrenos difíceis, desenvolvido especialmente para a versão elétrica.
A nova Hilux elétrica é, sem dúvida, um passo ousado da Toyota. Ela não vem para substituir a versão a diesel, mas para oferecer uma alternativa para um novo tipo de consumidor. É a prova de que até a mais bruta das picapes pode ter um lado mais tecnológico e conectado com o futuro. Resta saber quando essa novidade desembarca por aqui, com previsões apontando para o final de 2026 ou início de 2027.
Como podemos melhorar ainda mais?
Como podemos melhorar?