Pode respirar fundo, fã da Toyota Hilux! A picape que é praticamente uma moeda de troca no interior do Brasil e sinônimo de robustez está se preparando para uma grande transformação. A marca já soltou um teaser e marcou a data de apresentação global: 10 de novembro. E pode acreditar, as novidades vão muito além do visual.

A gente sabe que mexer em time que está ganhando é sempre um risco, afinal, a Hilux é a líder absoluta de vendas em seu segmento. Mas as mudanças que vêm por aí prometem deixar a picape ainda mais interessante, com um toque de ousadia e muita tecnologia. E olha, tem uma surpresa mecânica que pode mudar completamente a forma como você dirige a picape.
Pelas primeiras imagens, já deu para notar: o visual conservador ficou para trás. A nova Hilux vai passar por uma profunda reestilização, ganhando uma aparência mais expressiva e até com um ar mais esportivo.

Se por fora a mudança é grande, por dentro a transformação é ainda maior. Prepare-se para um interior inspirado em ninguém menos que o Land Cruiser Prado. Isso significa um salto em sofisticação, com materiais de melhor qualidade e um design muito mais moderno.
O cockpit será mais digital, com a provável adoção de um painel de instrumentos totalmente digital e uma nova central multimídia flutuante, que, para a alegria de muitos, manterá botões físicos para facilitar o uso. O console central também foi redesenhado e está mais elevado, criando um ambiente mais envolvente para quem dirige.

Aqui está uma das maiores novidades. A nova Hilux vai adotar um sistema híbrido-leve de 48V. Calma, não é um híbrido completo, mas uma solução inteligente que promete fazer a diferença no dia a dia.
O motor principal continua sendo o valente 2.8 turbodiesel de 204 cv e 50,9 kgfm de torque que já conhecemos e confiamos. O sistema híbrido-leve funciona com um pequeno gerador elétrico que auxilia o motor a diesel em acelerações, alimentado por uma bateria de lítio bem compacta, que fica sob os bancos traseiros.

Quais os benefícios disso? Menor consumo de combustível, redução na emissão de poluentes e respostas mais ágeis. O sistema também recupera energia nas frenagens e permite que o start-stop funcione por mais tempo no trânsito, economizando diesel.
Apesar de tantas novidades, a essência da Hilux será mantida. A picape continuará sendo construída sobre a robusta plataforma IMV, com chassi sobre carroceria, a fórmula que garante sua fama de “indestrutível”. As dimensões também devem permanecer bem próximas das atuais, com cerca de 5,32 metros de comprimento e 3,08 metros de entre-eixos.

E agora, a cereja do bolo que prometemos no início. Enquanto a potência e o torque do motor devem permanecer os mesmos, uma mudança crucial está a caminho para a transmissão. Tudo indica que o câmbio automático de seis marchas, que equipa a picape há anos, finalmente vai se aposentar.
No lugar dele, entrará uma caixa automática bem mais moderna, com pelo menos oito marchas! Essa é a receita que a Toyota já usa em seus SUVs e picapes maiores em outros mercados, e que pode até chegar a dez velocidades, como no Land Cruiser. Isso significa trocas mais suaves, melhor aproveitamento da força do motor e, claro, mais economia de combustível.
A apresentação global acontece em breve, mas para vermos essa lenda renovada rodando no Brasil, precisaremos ter um pouco mais de paciência. A chegada por aqui, com produção na Argentina, é esperada para 2026. Até lá, ficamos na expectativa para conhecer todos os detalhes dessa nova jornada da Toyota Hilux.
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