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Omoda 4: O SUV híbrido que vai desafiar Pulse e Kardian

Chegando em 2026, o novo SUV da Omoda promete motor híbrido forte, porte de carro maior e preço agressivo para balançar o mercado. Conheça todos os detalhes!

Por: Guilherme de Almeida Bufoni
02/06/2026

Se você está de olho no mercado de SUVs compactos, prepare-se, porque a briga vai ficar ainda mais quente. Previsto para desembarcar no Brasil no último trimestre de 2026, o Omoda 4 chega com uma missão clara: conquistar quem hoje pensa em levar para casa um Fiat Pulse, Renault Kardian ou até mesmo um Volkswagen Tera.

Linha de produção de carros SUV GX da Xpeng
Linha de produção dos carros SUV GX da Xpeng, ilustrando tecnologia e inovação. (Fonte: falaregional.com.br)

A grande aposta da marca, que pertence ao grupo Chery, é um pacote que parece bom demais para ser verdade: um SUV híbrido, com design arrojado e um preço estimado que começa na casa dos R$ 120 mil. Mas ele tem um segredo na ficha técnica que pode incomodar, e muito, os concorrentes.


Um gigante entre os compactos

A primeira coisa que chama a atenção no Omoda 4 é o seu tamanho. Com 4,40 metros de comprimento, ele é classificado como compacto, mas suas dimensões o deixam perigosamente perto de modelos de uma categoria superior. Na prática, isso pode significar mais espaço interno e uma presença de rua mais imponente que a dos rivais diretos.

Nissan Magnite
Omoda 4 tem estética semelhante a SUVs modernos como o Nissan Magnite. (Fonte: Desconhecida)

E o visual não fica para trás. Com uma clara inspiração no design do Lamborghini Urus, o Omoda 4 aposta em linhas agressivas, faróis de LED afilados e lanternas traseiras interligadas, um detalhe que virou tendência e dá um ar mais moderno ao carro.


O coração da máquina: híbrido e com força de sobra

Debaixo do capô, a promessa é animadora. O Omoda 4 virá equipado com um sistema híbrido pleno (HEV), parecido com o que encontramos no Toyota Corolla Cross. Ele combina um motor 1.0 turbo a um motor elétrico, entregando uma potência estimada em 130 cv.

Fábrica de produção automotiva
Instalações de produção que representam o potencial de nacionalização da Omoda. (Fonte: Desconhecida)

Mas a grande revelação está no torque. A previsão é de 22,9 kgfm (ou 225 Nm), um número que pode colocar o Omoda 4 no topo do ranking de SUVs compactos mais "fortes" do Brasil. Sabe o que isso significa? Respostas mais rápidas no acelerador, mais agilidade na cidade e mais segurança nas ultrapassagens.


Tecnologia e conforto na cabine

Por dentro, a Omoda parece seguir a cartilha das marcas chinesas mais recentes, oferecendo um interior com forte apelo tecnológico. O destaque fica por conta da central multimídia em formato vertical, integrada ao painel de instrumentos digital, criando um ambiente moderno e conectado.

Pessoas celebrando festa italiana em Jundiaí
Cultura e celebração, elementos que as marcas novas precisam entender para conquistar o mercado. (Fonte: falaregional.com.br)

Nas versões mais completas, espere encontrar mimos como:

  • Bancos com acabamento em couro;
  • Freio de estacionamento eletrônico;
  • Um pacote recheado de equipamentos.

A estratégia para conquistar o Brasil

Para conseguir brigar de igual para igual nesse mercado tão disputado, o preço é a principal arma. A faixa estimada entre R$ 120 mil e R$ 140 mil posiciona o Omoda 4 de forma muito estratégica. Veja só como ele se compara aos rivais:

Montagem de veículos em linha de produção
Omoda planejando a montagem local em Itatiaia para redução de custos. (Fonte: Desconhecida)
  • Omoda 4: entre R$ 120 mil e R$ 140 mil (estimativa)
  • Volkswagen Tera Highline: R$ 146.190
  • Renault Kardian Iconic: R$ 149.990
  • Fiat Pulse Impetus Hybrid: R$ 151.490

Para viabilizar esse valor competitivo, a Omoda vai produzir o SUV aqui no Brasil. A montagem será na fábrica de Itatiaia (RJ), que hoje pertence à JLR, mas passará para a operação chinesa. Essa nacionalização é fundamental para reduzir custos e aumentar a confiança do consumidor brasileiro.


Mas será que ele emplaca? Os desafios da novidade

A gente sabe que um carro não é feito só de design e motor. Por ser uma marca nova no país, a Omoda terá que provar seu valor em pontos que são muito importantes para o consumidor brasileiro. Marcas como Fiat, Volkswagen e Renault já têm uma rede de concessionárias gigante e uma reputação construída ao longo de décadas.

Os principais desafios para o Omoda 4 serão construir uma boa imagem em quesitos como pós-venda, custo de manutenção, confiabilidade e, claro, o valor de revenda. Apesar dos obstáculos, a combinação de preço agressivo, porte maior, motor híbrido com muito torque e um visual que chama a atenção tem tudo para fazer do Omoda 4 uma das estreias mais barulhentas de 2026. Resta esperar para ver se a promessa se tornará realidade.

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