A Peugeot acaba de movimentar o mercado de SUVs compactos com a chegada da linha 2026 do 2008. A grande estrela é a versão topo de linha GT, que agora vem equipada com o sistema híbrido leve (MHEV), acompanhada de mais tecnologia e um pequeno reajuste no preço. A novidade custa R$ 179.990, um acréscimo de R$ 2.000 em relação ao modelo anterior.

Além do motor, a principal novidade é o reforço na conectividade. O SUV agora conta com o aplicativo My Peugeot, que permite ao motorista realizar comandos remotos, como travar e destravar as portas, acionar luzes e buzina, além de verificar a “saúde” do carro e agendar manutenções. No teto, um novo console abriga teclas para serviços de assistência remota.
Visualmente, a mudança é discreta. A única forma de identificar a versão eletrificada é pelo novo emblema “Hybrid Turbo 200” na tampa do porta-malas.
A tecnologia, batizada de Bio-Hybrid, pode ser nova para a Peugeot, mas já é conhecida em outros modelos do grupo Stellantis, como os Fiat Pulse e Fastback. O sistema combina o motor 1.0 T200 turbo flex, que mantém seus 130 cv com etanol e 125 cv com gasolina, a um pequeno motor elétrico de 4 cv.

Esse motor elétrico, também chamado de BSG (Belt-Starter Generator), substitui o alternador e o motor de partida convencionais. Ele é conectado ao virabrequim por uma correia e alimentado por uma pequena bateria de íons de lítio de 12 volts, localizada sob o banco do motorista. Todo o sistema adicionou apenas 10 quilos ao peso total do veículo.
Mas atenção: o objetivo aqui não é aumentar a potência final. A função do sistema híbrido leve é otimizar a eficiência, tornando as partidas mais suaves, permitindo que o motor a combustão opere em rotações mais baixas e auxiliando em acelerações. Ele também gerencia o sistema Start & Stop avançado, que desliga o motor em paradas, e recupera energia em frenagens e desacelerações.
A promessa é de uma redução de até 12% no consumo de combustível em ciclo urbano, onde o sistema híbrido é mais atuante. Segundo os dados oficiais do Inmetro, o Peugeot 2008 GT Hybrid registra os seguintes números:
Para o motorista acompanhar tudo isso, o famoso painel i-Cockpit 3D Hybrid de 10 polegadas foi atualizado. Agora, ele exibe em tempo real o fluxo de energia entre o motor a combustão e o elétrico, o estado de carga da bateria e o consumo instantâneo.
A eletrificação não se limitou ao 2008. A Peugeot também aplicou o mesmo conjunto mecânico ao seu hatch compacto, o 208. A versão GT do 208 também recebeu o motor T200 MHEV, tornando-se o primeiro hatch compacto eletrificado do segmento no Brasil, posicionado para competir com modelos como Volkswagen Polo e Chevrolet Onix, que não oferecem essa tecnologia.
Essa movimentação reforça a estratégia da Stellantis de popularizar a tecnologia híbrida leve em seu portfólio, oferecendo uma alternativa mais eficiente e menos poluente aos consumidores.
Apesar das novidades mecânicas e tecnológicas, o Peugeot 2008 GT Hybrid mantém o excelente pacote de equipamentos que já era conhecido. A lista de itens de série é generosa e inclui:
As dimensões também seguem as mesmas, com 4.309 mm de comprimento, 2.612 mm de entre-eixos e um porta-malas com capacidade para 419 litros.
Com essa atualização, o Peugeot 2008 GT Hybrid se posiciona como uma opção inteligente para quem busca um SUV compacto bem equipado, com design arrojado e, agora, com um toque extra de eficiência e tecnologia. É a prova de que, às vezes, as mudanças mais importantes são aquelas que a gente sente no bolso e na dirigibilidade, e não apenas as que se veem por fora.
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