Você já se imaginou com a chave do seu próprio carro na mão, dando adeus ao aperto do transporte público? Essa realidade pode estar mais próxima do que você pensa. Enquanto um novo salário mínimo de R$ 1.818 é discutido em todo o país, alguns lugares já saíram na frente. Em São Paulo, por exemplo, o piso salarial já subiu para R$ 1.804.

A grande questão que fica no ar é: na prática, esse valor já permite realizar o sonho de ter um carro na garagem? A resposta é um animador "sim"! Mas, como tudo na vida, existe um caminho certo para fazer isso acontecer sem dor de cabeça. Vamos te mostrar não apenas se é possível, mas como fazer e quais carros incríveis já estão ao seu alcance. E fica a dica: o segredo vai além do valor da parcela.
Antes de correr para a concessionária, a primeira parada é na calculadora. Pense nisso como uma regra de ouro dos bancos e financeiras: para que seu financiamento seja aprovado com mais tranquilidade, o ideal é que a parcela não comprometa mais do que 30% da sua renda mensal.

Vamos fazer a conta juntos? Com um salário de R$ 1.804, você poderia arcar com uma parcela de até R$ 541. Pode parecer pouco à primeira vista, mas acredite, esse valor abre muitas portas, especialmente no mercado de carros usados e seminovos, que está cheio de ótimas oportunidades.
Claro, o valor final da prestação vai depender de alguns fatores, como a taxa de juros que você conseguir, o prazo do financiamento (geralmente 48 ou 60 meses) e, principalmente, o valor que você der de entrada.
Para te ajudar a visualizar as possibilidades, selecionamos três modelos bem conhecidos e queridos pelos brasileiros que se encaixam nesse orçamento. Os valores são uma média com base na tabela Fipe, que é a principal referência de preços de veículos no Brasil.
O Kwid é famoso por ser um pão-duro na hora de beber combustível. Além disso, ele é um carro mais "altinho", o que ajuda bastante a encarar as ruas nem sempre perfeitas da cidade. Um modelo 2018, já com ar-condicionado e direção elétrica, pode ser encontrado na faixa dos R$ 34.000. Com uma entrada de R$ 10.000, por exemplo, o financiamento de R$ 24.000 em 60 vezes resulta em parcelas que ficam próximas dos R$ 500.

Grande rival do Kwid, o Mobi é outro campeão da praticidade. Super fácil de manobrar e estacionar, ele é perfeito para o dia a dia corrido. Um modelo 2017 custa em torno de R$ 33.000. Seguindo uma lógica parecida de entrada, a parcela também se encaixa confortavelmente no teto de R$ 541. As versões Like já vêm com o essencial, como ar e direção.
Se você prefere um carro mais robusto e espaçoso, o Gol é uma lenda. O modelo G6 é super procurado pela sua mecânica confiável e pela facilidade de encontrar peças. Com valor na casa dos R$ 35.000, ele oferece mais porta-malas e espaço interno que os concorrentes, sendo uma ótima pedida para quem precisa de um pouco mais de conforto.
A gente sabe que a empolgação de escolher o modelo é grande, mas respirar fundo e pensar no quadro completo é o que garante noites de sono tranquilas. Ter um carro envolve outros custos que precisam entrar no seu planejamento para não haver surpresas.
Quer ver a mágica acontecer e a parcela do financiamento despencar? O segredo está em dar um bom valor de entrada. Financiar um carro sem entrada pode deixar o valor final bem salgado por causa dos juros.

Veja como faz diferença:
Juntar dinheiro por um tempo para dar uma entrada maior é, sem dúvida, a jogada mais inteligente que você pode fazer.
Se depois de todas essas contas você percebeu que ainda está um pouco apertado, calma! Não precisa jogar a toalha. Existem caminhos alternativos e muito espertos.
Uma opção é adiar a compra por alguns meses e investir o dinheiro que você pagaria na parcela. Em um ano, você pode juntar um bom montante para a entrada. Outra alternativa é o consórcio, que funciona como uma "poupança em grupo" para quem tem dificuldade de guardar dinheiro. Não tem juros, apenas uma taxa de administração, mas é preciso esperar ser sorteado ou dar um lance para pegar o carro.
O caminho para ter seu carro na garagem não é um bicho de sete cabeças. Com o novo salário mínimo, essa possibilidade se torna real para muito mais gente. O segredo é ter planejamento, pesquisar bem o modelo usado ideal para você e, o mais importante, fazer contas realistas. Com os pés no chão, você consegue essa conquista e ganha muito mais liberdade no seu dia a dia.
E aí, qual desses modelos já fez seu coração bater mais forte?
Como podemos melhorar ainda mais?
Como podemos melhorar?