Lembra do DPVAT, aquele seguro obrigatório que a gente pagava todo ano junto com o licenciamento do carro ou da moto? Pois é, ele está de volta, mas com um novo nome e algumas regras diferentes. Se você ficou um pouco confuso com essa história, relaxa que a gente te explica tudo.

A novidade agora se chama SPVAT (Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito). A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o projeto, que já foi sancionado e virou lei. Ou seja, é oficial: a cobrança vai voltar a ser uma condição para deixar o seu veículo em dia.
Mas antes de sair correndo para ver o orçamento, respire fundo. A gente vai te contar os detalhes, o que mudou e até uma curiosidade sobre uma multa que quase entrou na conta, mas foi vetada no último minuto.

Você deve estar se perguntando: “Mas o DPVAT não tinha sido extinto em 2020?”. Sim, tinha. Naquela época, a gestão do seguro, que era feita por um grupo de seguradoras privadas, foi encerrada. Desde 2021, a Caixa Econômica Federal vinha operando o sistema de forma emergencial.
O problema é que os recursos arrecadados no modelo antigo estavam acabando. O dinheiro foi suficiente para cobrir as indenizações só até novembro de 2023. Sem uma nova fonte de arrecadação, as vítimas de acidentes de trânsito ficariam totalmente desamparadas. Foi para preencher essa lacuna de proteção social que o SPVAT foi criado.
A ideia principal continua a mesma: garantir uma indenização mínima para vítimas de acidentes, não importa de quem foi a culpa. Mas existem algumas novidades importantes que você precisa conhecer. A gestão do fundo continua com a Caixa Econômica, mas agora de forma definitiva.
Veja o que o novo seguro vai cobrir:
Essa é a pergunta de um milhão de reais, não é mesmo? A estimativa inicial do governo é que o valor do seguro fique entre R$ 50 e R$ 60 por ano para cada veículo. No entanto, o valor final ainda será definido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).
É importante saber também que, para colocar a casa em ordem, a lei permite que o valor cobrado inicialmente seja um pouco maior. Isso serviria para ajudar a quitar o déficit deixado pelo DPVAT e pagar indenizações de acidentes que ocorreram antes da nova lei, mas que ainda não foram pagas.
A cobrança do SPVAT está prevista para começar a partir de 2025.
Aqui a regra é clara: o pagamento do SPVAT será obrigatório para conseguir o licenciamento anual do veículo. Sem ele em dia, você também não poderá transferir a propriedade do carro ou da moto, nem dar baixa no registro.
E aqui vai aquela curiosidade que prometemos no início. O projeto original previa que o não pagamento do seguro seria considerado uma infração de trânsito grave, com multa de R$ 195,23. Contudo, o presidente Lula vetou esse trecho da lei. A justificativa foi que a exigência do seguro para o licenciamento já é uma medida forte o suficiente para garantir o pagamento. Mas atenção: o Congresso Nacional ainda vai analisar esse veto e pode decidir mantê-lo ou derrubá-lo.
Esperamos que você nunca precise usar, mas é bom saber como funciona. O processo foi pensado para ser ágil e sem burocracia. Para pedir a indenização, basta apresentar uma prova simples do acidente e dos danos.
O pagamento é feito independentemente de quem foi o culpado e cobre até mesmo acidentes envolvendo veículos não identificados ou que estavam com o SPVAT atrasado. Após a entrega de todos os documentos, a Caixa tem um prazo de até 30 dias para efetuar o pagamento.
Em resumo, o seguro obrigatório voltou para garantir que vítimas de trânsito não fiquem na mão. Com o nome de SPVAT, ele se torna uma peça fundamental no quebra-cabeça do licenciamento a partir de 2025. Agora é ficar de olho nas notícias para saber o valor final e se preparar para mais essa etapa na hora de deixar os documentos do seu veículo em dia. Afinal, dirigir com segurança e com tudo regularizado é sempre o melhor caminho.
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