A dianteira é, sem dúvida, o ponto que mais impressiona. Os faróis verticais são conectados por uma barra de LED fininha que cruza toda a frente do carro, criando um conjunto de luzes em formato de “L” que dá um ar bem esportivo. Mas o detalhe que entrega o jogo é a ausência de uma grade de ventilação tradicional. Esse é um forte indício de que estamos olhando para um modelo 100% elétrico.

A carroceria tem proporções equilibradas, sem aqueles exageros de protótipos que nunca chegam às ruas. O uso de espelhos laterais comuns, em vez de câmeras, também sugere que este carro está bem mais perto da linha de produção do que imaginamos.
Tudo aponta para um Corolla elétrico, certo? A falta da grade, o capô mais curto e o que parece ser uma portinhola de recarga na lateral são pistas bem claras. A Toyota até já tem experiência no assunto, como o sedã elétrico bZ3 que vende na China em parceria com a BYD.

No entanto, conhecendo a Toyota, é difícil imaginar um futuro sem um Corolla a combustão ou híbrido. A marca sempre foi mais cautelosa na transição para os elétricos. Por isso, a aposta mais segura é que as diferentes motorizações convivam. Podemos ter este visual ousado para a versão elétrica, enquanto as versões híbridas e a combustão mantenham um estilo parecido, mas com suas próprias características.
Essa estratégia permitiria à Toyota agradar tanto quem busca a última tecnologia quanto os fãs fiéis que ainda não querem abrir mão do motor tradicional.

Embora seja um carro-conceito, ele dita o caminho para o futuro do sedã. A versão final pode ter algumas mudanças, mas a direção já está traçada. O que podemos esperar é:
Enquanto o mundo olha para esse conceito elétrico, a realidade no Brasil pode ser um pouco diferente, pelo menos no início. A Toyota tem uma estratégia muito forte com os híbridos flex por aqui, que são um verdadeiro sucesso no Corolla e no Corolla Cross.

A marca já reforçou que, em mercados como o nosso, onde a infraestrutura de recarga ainda engatinha, os híbridos continuarão sendo a prioridade. Inclusive, a Toyota já trabalha no desenvolvimento de novos motores, como um 1.5 de quatro cilindros para futuras versões híbridas, e até em um novo SUV baseado no Corolla para o mercado nacional.
Isso não significa que o Corolla elétrico não virá para cá, mas sim que a transição deve ser gradual, com os modelos híbridos ainda dominando o cenário por um bom tempo.

A apresentação completa do conceito acontecerá no Salão do Automóvel de Tóquio, e só então teremos mais detalhes técnicos e os planos de produção. O que fica claro é que o Corolla está pronto para entrar em uma nova era, mais empolgante e tecnológica.
E aí, o que você achou dessa transformação radical? Esse novo Corolla com cara de nave espacial te conquistou ou você ainda prefere o bom e velho visual clássico? A conversa está só começando!
Como podemos melhorar ainda mais?
Como podemos melhorar?