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Vaga de elétrico: nova lei prevê multa e reboque no Brasil

Deixar o carro na vaga depois da recarga completa pode pesar no bolso. Entenda o projeto de lei que estabelece regras e punições para o uso justo dos pontos.

Por: Guilherme de Almeida Bufoni
31/05/2026

Imagine a cena: você está rodando com seu carro elétrico, a bateria quase no fim, e finalmente encontra um ponto de recarga público. A alegria dura pouco, pois a vaga está ocupada por um veículo que, visivelmente, já está com 100% de carga há um bom tempo. Frustrante, não é? Pois saiba que essa situação, que tira o sono de muitos motoristas, pode estar com os dias contados.

Carro elétrico plugado em estação de recarga.
Carro elétrico em processo de recarga em uma estação. (Fonte: Desconhecida)

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados quer colocar ordem na casa e criar regras claras para o uso desses espaços. A ideia é simples e direta: a vaga é para carregar, não para estacionar. E quem não seguir a regra, pode se preparar para multa, pontos na carteira e até ter o carro levado pelo guincho. Vamos te contar um detalhe crucial: haverá um tempo de tolerância, mas ele é bem curto!


Como a nova regra pode funcionar na prática

Se você tem ou pensa em ter um carro elétrico ou híbrido plug-in, é bom ficar de olho nas mudanças propostas. O Projeto de Lei 801/26 quer alterar o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para classificar como infração grave a permanência indevida na vaga após o término da recarga.

Carro elétrico carregando em um ponto de recarga específico.
Estação de recarga para veículos elétricos em uso. (Fonte: Desconhecida)

Funciona assim:

  • Tempo de tolerância: Assim que a bateria atingir a carga completa, o motorista terá até 15 minutos para retirar o veículo da vaga.
  • Multa e pontos: Passados os 15 minutos, a infração grave é caracterizada. Isso significa uma multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.
  • Remoção obrigatória: Se o veículo permanecer no local por mais de 30 minutos após o fim da recarga, a remoção com guincho se torna obrigatória.

A proposta é bem clara: o objetivo é garantir que mais pessoas possam usar a infraestrutura, que ainda está crescendo no Brasil.

Veículos elétricos conectados a estações de recarga.
Vários veículos elétricos conectados em estações de recarga públicas. (Fonte: Desconhecida)

Por que essa mudança é tão necessária?

Hoje, existe uma espécie de limbo na legislação. O Código de Trânsito não tem uma regra específica para quem usa a vaga de recarga como estacionamento particular. Essa falta de clareza dificulta a fiscalização e alimenta a famosa “lei de Gérson”, onde alguns motoristas acabam prejudicando toda a comunidade.

O autor do projeto, o deputado Marcos Soares, argumenta que o uso prolongado desses espaços compromete a eficiência de toda a rede e limita o acesso para outros motoristas, que podem precisar do serviço em uma emergência.

Veículo em um ponto de recarga rápida em parceria com a Shell.
Estação de recarga rápida para veículos elétricos da Porsche e Audi. (Fonte: Desconhecida)

A intenção é criar uma cultura de rotatividade, incentivando que recargas mais longas sejam feitas em casa ou em estações privadas, deixando os pontos públicos livres para quem realmente precisa de uma carga rápida e rotativa.


A regra vale para shoppings e supermercados?

Sim! A proposta não se limita apenas às vias públicas. O texto também determina que estacionamentos de uso coletivo ou privado, como os de shoppings, mercados e centros comerciais, deverão criar seus próprios mecanismos para garantir a rotatividade das vagas de recarga.

Veículo conectado a uma wallbox Volvo para recarga.
Carro plugado em uma wallbox Volvo para recarga doméstica. (Fonte: Desconhecida)

Isso significa que esses estabelecimentos precisarão implementar regras para que a vaga seja liberada assim que o carregamento for concluído, assegurando um uso mais justo e eficiente da infraestrutura disponível para todos os clientes.


Um passo importante para a mobilidade elétrica

Com o aumento da frota de veículos elétricos no país, a gestão eficiente desses pontos de recarga se torna cada vez mais crucial, especialmente nos grandes centros urbanos. A criação de uma regra nacional pode trazer mais segurança e organização para todos.

Carro elétrico estacionado enquanto carrega.
Veículo elétrico em processo de recarga. (Fonte: Desconhecida)

O projeto ainda precisa ser analisado pelas comissões de Viação e Transportes e de Constituição e Justiça antes de seguir para votação na Câmara e no Senado. Por enquanto, é uma proposta, mas que já sinaliza uma mudança importante de mentalidade.

Se aprovada, a mensagem será clara: carregou, liberou. Uma pequena atitude de bom senso que, em breve, pode virar lei e fazer uma grande diferença no dia a dia de quem aposta em um futuro mais sustentável sobre rodas.

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