Se você está sentindo que as ruas estão mais movimentadas, não é só impressão. O mercado de carros e comerciais leves no Brasil está vivendo um momento espetacular!

Nos primeiros quatro meses de 2026, as vendas registraram um salto impressionante de 16,4%, superando até as projeções mais otimistas do setor. Foram mais de 832 mil veículos novos ganhando as estradas.
Esse resultado mostra uma recuperação forte e consistente, com números que já ultrapassam os níveis que víamos antes da pandemia. Mas o que realmente chama a atenção não são apenas os números gerais. Há uma reviravolta acontecendo nas concessionárias e uma nova força ganhando espaço. Fique até o final para descobrir qual marca, que não é uma das "três grandes" tradicionais, está surpreendendo e dominando as vendas diretas ao consumidor.

Só no mês de abril, foram vendidos quase 236 mil veículos. Você pode até pensar que houve uma pequena freada em comparação com março, com uma queda de cerca de 8,7%. Mas calma, tem uma explicação bem simples para isso: abril teve menos dias úteis, com apenas 20 dias para fechar negócio contra 22 em março.
A prova de que o mercado não perdeu o fôlego está na média diária de vendas. Em abril, foram quase 11.800 carros vendidos por dia, um número praticamente estável em relação a março e muito acima do mesmo período do ano passado. Na comparação com abril de 2025, o crescimento foi de quase 20%. Ou seja, o motor do mercado continua bem aquecido!

Você sabia que existem duas formas principais de vender um carro zero? A primeira é o varejo, quando você vai até a concessionária e escolhe seu carro no showroom. A segunda é a venda direta, que acontece quando a fábrica vende direto para grandes compradores, como locadoras e empresas.
Em 2026, a venda direta tem sido o grande motor do crescimento, com um avanço de 27% no acumulado do ano. O varejo também cresceu, mas num ritmo mais moderado, de 7,8%. Esse equilíbrio é interessante, mas a força das vendas diretas ajuda a explicar a liderança de algumas marcas.

Quando olhamos o ranking geral das marcas mais vendidas em abril, o pódio é familiar:
A Fiat, por exemplo, é líder absoluta muito por conta de sua força nas vendas diretas, que representam quase 70% de seus negócios. Mas aqui vem a grande revelação: se a gente olhar só para as vendas no varejo, aquelas feitas diretamente para pessoas como nós na concessionária, o pódio muda. Acredite se quiser, a chinesa BYD pulou na frente, vendendo mais no showroom do que gigantes tradicionais como Volkswagen e Fiat nesse canal específico. É um sinal claro de que novas preferências estão surgindo no coração do consumidor.
No ranking de modelos, a liderança continua firme e forte com a Fiat Strada, que emplacou quase 15 mil unidades em abril, sendo a maioria via venda direta. A lista dos mais amados pelos brasileiros segue com:
Vale destacar também a estreia com o pé direito do VW Tera, que já chegou se posicionando entre os dez modelos mais vendidos do país.
Se tem um assunto que está na boca do povo é a eletrificação, e os números provam que isso é muito mais que uma tendência.
Em abril, quase 18% de todos os carros vendidos eram eletrificados (100% elétricos ou híbridos). O volume mais que dobrou em um ano!

Os modelos 100% elétricos (BEV) foram os preferidos, e o grande destaque foi o BYD Dolphin Mini, com mais de 6.800 unidades vendidas. Esse movimento está diretamente ligado ao avanço das marcas chinesas, que já abocanharam mais de 17% do mercado brasileiro. Elas chegaram com força, tecnologia e preços competitivos, redesenhando o cenário automotivo nacional.
E uma curiosidade: como as pessoas estão comprando esses carros? Parece que o cofrinho estava cheio! A maioria, cerca de 59%, está pagando à vista. Os outros 41% optaram por algum tipo de financiamento. É um dado interessante que mostra a confiança do consumidor em investir em um bem de alto valor.
Para fechar, uma surpresa geográfica. Pelo segundo mês seguido, o estado que mais emplacou veículos não foi São Paulo. A liderança ficou com Minas Gerais, responsável por 24,2% das vendas do país, seguido por São Paulo com 21,6%. Essa mudança pode estar ligada a incentivos fiscais para as vendas diretas, que se concentram em alguns estados.
O ano de 2026 está se mostrando um divisor de águas para o setor automotivo no Brasil. Com novos jogadores ganhando força, a eletrificação acelerando e o consumidor voltando com tudo às compras, uma coisa é certa: os próximos meses prometem ainda mais novidades e emoções. E nós, claro, estaremos de olho em tudo para te contar.
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